Um estudo da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade
Estadual de Campinas (FOP-Unicamp) revelou que a hortelã possui
potencial antimicrobiano. A pesquisa faz parte da tese de doutorado da
cirurgiã-dentista Iza Teixeira Alves Peixoto, intitulada "Atividade
antimicrobiana de óleos essenciais de diferentes acessos de Mentha spp.
contra Candida spp."
Os testes foram realizados com o óleo da essência da Mentha spp., que
agiu contra cepas de Candida, como a albicans, patógeno comensal que
pode ser encontrado na cavidade bucal. Durante o estudo, orientado por
José Francisco Hofling e Marta Cristina Teixeira Duarte, foi extraído o
óleo de 64 espécies de Mentha de diversas regiões do Brasil e do mundo.
Os óleos foram testados usando a concentração inibitória mínima e
demonstraram atividade antimicrobiana contra biofilmes de Candida
albicans, vistos principalmente na superfície de próteses removíveis.
O óleo essencial da planta não mostrou toxicidade contra células.
Segundo a autora, as frações de Mentha não interferiram no metabolismo
das células epiteliais testadas, sugerindo uma seletividade positiva de
ação antimicrobiana para Candida. "Isso sinaliza para uma maior
segurança dessas frações como medicamento", informou ela ao Jornal da
Unicamp.
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