| Feito de pino de titânio, cujo objetivo é substituir a raiz de um dente perdido, o procedimento de osseointegração, mais conhecido por implante dentário, existe no Brasil há cerca de 22 anos, criado pelo Prof. e Dr. Branemark, em Gotemburgo, na Suécia. Desde então, os avanços tecnológicos e a grande oferta de especialistas permitiram que mais pessoas tivessem acesso ao tratamento, o que é um bom motivo para tentar acabar com o rótulo de “País dos Desdentados”. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (Abimo), anualmente, são realizados 800 mil implantes e 2,4 milhões de produtos protéticos são consumidos. Certamente, são números expressivos. No entanto, será que todas as pessoas, mesmo sem um ou mais dentes, podem se submeter ao procedimento de implante dentário? O tratamento, de modo geral, é indicado para quase todos os casos de ausência de dentes, independente do sexo. No entanto, o Dr. Cláudio Luiz Sendyk, Professor da Faculdade de Odontologia da USP e Cirurgião-Dentista da Clínica Sendyk, explica que outras condições devem ser avaliadas pelo profissional antes de realizar o procedimento. A idade, saúde geral e a estrutura óssea da gengiva, por exemplo, podem impedir temporariamente ou, até mesmo definitivamente, a realização do tratamento. “Mulher com menos de 16 anos e homens com menos de 17 não podem realizar o implante. Nestas idades, a arcada dentária ainda está em formação e o implante dentário não acompanhará o crescimento dos dentes naturais, explica Sendyk. Ele também lembra que a idade máxima para a realização do implante é aquela que está de acordo com o bom senso e as condições gerais de saúde do paciente. As principais causas das perdas dentárias ocorrem em consequência da cárie e de problemas periodontais. A cárie é uma doença infectocontagiosa e, por isso, necessita da presença de outro elemento como o açúcar, por exemplo, para que o processo de agressão ao dente se desenvolva. Quando a cárie não é tratada, a sua progressão proporciona a perda das estruturas dentárias. Já a doença periodontal agride os tecidos de suporte dos dentes (gengiva e osso), levando à inflamação gengival que, por sua evolução, atinge também o osso, comprometendo a sustentabilidade do dente. “Quando o paciente não possui estrutura óssea por ter perdido os dentes há muitos anos, em quantidade e qualidade suficientes, ou seja, no mínimo de 10 milímetros de altura e 5 ou 6 de espessura, ele fica impedido de realizar o implante, desde que seja indicado um procedimento de regeneração óssea antes da colocação do implante”, alerta o especialista. Sendyk também comenta que a cárie costuma afetar diretamente o dente até os 35 anos de idade, depois tornam-se mais comuns os problemas de gengiva. www.clinicasendyk.com.br |
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